Doclisboa anuncia filmes de abertura e encerramento

Written by on Agosto 31, 2017

“RAMIRO”, DE MANUEL MOZOS, ABRE O DOCLISBOA’17

Doclisboa anuncia filmes que vão dar inicio á abertura da 15ª edição que se realiza-se a 19 de Outubro com a estreia mundial de “Ramiro”, o mais recente trabalho de Manuel Mozos, que assim regressa ao festival após “A Glória de fazer Cinema em Portugal” em 2015, ou “João Bénard da Costa – outros amarão as coisas que eu amei” em 2014.

Com Lisboa como pano de fundo, “Ramiro” é uma divertida e tocante comédia que conta a história de um alfarrabista, Ramiro, que é também um poeta em perpétuo bloqueio criativo. Ramiro vive, algo frustrado, algo conformado, entre a sua loja e a tasca, acompanhado pelo cão, pelos fiéis companheiros de copos e pelas vizinhas: uma adolescente grávida e a avó a recuperar de um AVC. De bom grado continuaria nesse quotidiano pacato e algo anacrónico, se eventos dignos da telenovela da noite não invadissem essa bolha. Um filme imperdível de um dos mais importantes e carismáticos realizadores portugueses.

 

 

“ERA UMA VEZ BRASÍLIA”, DE ADIRLEY QUEIRÓS, É O FILME DE ENCERRAMENTO

“Era uma vez Brasília”, de Adirley Queirós é o filme da sessão de encerramento do festival, no dia 28 de Outubro. Filme sensação e menção especial Signs of Life no Festival de Locarno, “Era uma vez Brasília” marca também o regresso do realizador ao Doclisboa, onde em 2014 esteve presente com “Branco Sai Preto Fica”, e em 2015 integrou a programação do Doc no Rio, também do Doclisboa, com “A Cidade é uma Só?”.

Em tom documental, “Era uma vez Brasília” é um filme que retrata a realidade contemporânea brasileira, numa analogia político-científica do panorama político actual e da crise motivada pela destituição de Dilma Rousseff. Em 1959, o agente intergaláctico WA4 é preso e é lançado no espaço. Recebe uma missão: vir à Terra matar o presidente da República no dia de inauguração de Brasília. A nave perde-se no tempo e aterra em 2016, na Ceilândia. Só Andreia poderá ajudar a montar o exército para matar os monstros que hoje habitam o Congresso Nacional.

SHARON LOCKHART É A ARTISTA CONVIDADA DA SECÇÃO PASSAGENS

Sharon Lockhart é a artista convidada da secção Passagens, a secção que surge da convergência de dois movimentos: a passagem do filme para os museus e a inclusão do documentário na arte contemporânea. Com curadoria de Pedro Lapa, a secção é uma co-produção entre o Doclisboa e o Museu Coleção Berardo. Na secção Riscos será apresentado Rudzienko, o último filme da artista.


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